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Paraisópolis realiza 12ª Mostra Cultural neste sábado (16)

 No próximo sábado (16), a segunda maior favela de São Paulo irá promover  atividades de cultura e educação na décima segunda edição da Mostra Cultural de Paraisópolis. Criada há 11 anos, a Mostra é considerada o maior evento cultural realizado em uma comunidade na cidade de São Paulo.

Com o tema "Desperto, Descubro, Realizo", este ano, a mostra acontece no 'Dia de Paraisópolis'.  A  celebração está incluída no calendário Oficial de Datas da cidade de São Paulo.  

O Festival inicia às 09h com a apresentação do coral de Paraisópolis, do programa Einstein da Comunidade, no anfiteatro. Em seguida, no mesmo local,  a escola Movimento e Danças apresenta dança e canto. Enquanto isso, no palco externo,  o CCT Paraisópolis faz percussão e dança.  Muitas atividades acontecem simultaneamente em locais diferentes.  

Com a participação de onze mil estudantes e moradores na última edição, o Festival é organizado por educadores, artistas, ativistas sociais e lideranças comunitárias, com a participação de mais de 50 instituições que atuam na comunidade – entre escolas, associações, ONGs e empreendimentos socioculturais. Desde 2016, a Fundação Via Varejo, por meio das Casas Bahia, vem apoiando a Mostra Cultural de Paraisópolis, e nesse ano contou com uma campanha de financiamento coletivo para custear suas oficinas..

Durante o ano é oferecida uma série de atividades prévias de formação para os educadores, além de oficinas culturais, que buscam a valorização da rica produção cultural das crianças, jovens e artistas de Paraisópolis.  A décima segunda edição agrega novos temas com a ampliação da rede Paraisópolis e vai além de uma mostra cultural, oferecendo oficinas preparatórias, concurso de logomarca e de redação, além de três encontros socioeducativos. O resultado é apresentado em um dia no Centro Educacional Unificado (CEU) Paraisópolis, localizado na Rua José Augusto de Souza e Silva.  A programação pode ser conferida no site: https://goo.gl/MA3Kw7 

 

A Mostra contará com a participação de Valdeck de Garanhuns com apresentando um show de contação de histórias no palco externo as 15h15.

O festival conta com a curadoria da Associação das Mulheres de Paraisópolis, Casa da Amizade, Escola Homero, União dos Moradores e Unisa.

 

Serviço

XII Mostra Cultural de Paraisópolis

Data: 16 de setembro

Horário: 09h às 17h

Local: CEU Paraisópolis

Endereço: Rua José Augusto de Souza e Silva s/n

Entrada gratuita

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Cidadania

Fazer o bem sem ver a quem

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Programa “Como Será?” de Sandra Annenberg da TV Globo mostrou um pouco de projetos sociais de Paraisópolis

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Cidadania Cultura Educação

Conheça o trabalho de Dona Ana, diretora da escola Homero, em Paraisópolis

Por Francisca Rodrigues para o Jornal Espaço do Povo

Esquerda: Kátia Cristina, Silvana do Carmo e Maria Márcia. Direita: Cidinha, dona Laís e dona Ana (Foto: Francisca Rodrigues)
Esquerda: Kátia Cristina, Silvana do Carmo e Maria Márcia. Direita: Cidinha, dona Laís e dona Ana (Foto: Francisca Rodrigues)

Nascida em São Paulo, em  1951,  Ana Maria Dufner Pássaro chegou em Paraisópolis em  agosto de 1997, vinte anos após a Escola Homero dos Santos Fortes ser inaugurada. Veio designada a  ser diretora da escola que,  na época, junto com a Etelvina de Goes Marcucci eram as únicas escolas da região. 

De acordo com dona Ana a quantidade de alunos já era muito grande e um dos  maiores problemas era o atendimento da demanda. “O Etelvina e o Homero não davam conta e foi uma das coisas que eu me envolvi bastante junto com o pessoal da comunidade e com a Diretoria de Ensino”. Junto com a COGESP, órgão que coordenava a escola na época,  a diretora ajudou a  identificar um terreno onde pudesse ser construído uma escola, foi quando surgiu  Maria Zilda, a terceira escola na região.
Antes de chegar na comunidade, dona Ana não conhecia o local onde iria trabalhar. Moradora do Butantã, ela saiu de uma escola onde trabalhou por 17 anos. “Foi uma saída triste para mim, porque a gente se acostuma com o local de trabalho”, comentou.  
De acordo com a diretora, após dois meses habituou-se com os alunos e com a comunidade. E, dois anos após sua chegada prestou um concurso para diretor da escola. “Eu  ingressei nessa época e tive a oportunidade de escolher. Decidi ficar aqui na comunidade, decidi ficar no Homero”.
Orgulhosa do trabalho que desenvolve junto com sua equipe, não hesita em dizer que ” a escola Homero é uma das  melhores escolas de Paraisópolis” e uma das melhores do Estado de São Paulo. “Haja visto as metas do IDESP que a gente sempre atinge e isso é motivo de orgulho para nós. Significa que nosso trabalho está surtindo os efeitos desejados. Esse trabalho sempre é calcado, ele é orientado pela Diretoria de Ensino, pelas nossas cabeças, porque ninguém trabalha sozinho no Homero” completa. 
A equipe da Escola Homero dos Santos Fortes
Toda edição o Jornal Espaço do Povo faz um recorte da história de pessoas que, de certa forma, contribuem para o  desenvolvimento da comunidade seja na educação, cultura ou saúde. Nesta edição, escolhemos falar da dona Ana, diretora da escola Homero. A nossa personagem  fez questão que sua trajetória na escola fosse contada junto com outras personagens que também fizeram a diferença no trabalho educacional em Paraisópolis.
Com o lema “Ninguém trabalha sozinho” dona Ana reuniu sua equipe, composta por mais cinco mulheres, para contar como o trabalho delas fez com que  a Escola Homero dos Santos Fortes se tornasse uma das melhores escolas públicas da região. Conheça a trajetória de cada uma delas a seguir:
Silvana do Carmo
Há  24 anos Silvana trabalha na comunidade, só de Homero tem 20. Tabalha há 26 anos no Estado, começou em Santana de Parnaíba. Quando chegou em Paraisópolis trabalhou no Homero, Maria Zilda, Etelvina e  também na Associação Crescer Sempre.
Kátia Cristina Misael Narciso
Trabalha há sete anos no Homero, está há pelo menos quatro como vice diretora da Escola da Família. Kátia também trabalhou no Maria Zilda durante dois anos. É professora efetiva,  foi convidada pela dona Ana para trabalhar na vice direção da escola. 
Maria Márcia B. Gallina
Chegou em Paraisópolis em 1993, como professora de matemática, quando o Homero ainda tinha da 5ª a 8ª série. Em 2002, se  tornou coordenadora a convite da dona Ana e desde então coordena o EFAI – Ensino Fundamental Anos Iniciais 1º ao 5º ano. 
Maria Aparecida da Silva Cidinha – 
Está em Paraisópolis desde 2002. Há 10 anos trabalha no Homero, sua relação com a comunidade começou na escola Maria Zilda, onde era professora. Desde 2004 trabalha com EJA – Educação de Jovens e Adultos.
Lair  Aparecida Dal-Ri 
Trabalha há 19 anos no Homero, é vice diretora no período da noite. Segundo ela, chegou em Paraisópolis com pouca experiência  e foi aprendendo a conhecer e a lidar com pessoas.  
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Cidadania Urbanização

Moradores de Paraisópolis realizam ato para cobrar obras no córrego Antonico

Moradores de Paraisópolis cobram obra no córrego Antonico (Foto: Francisca Rodrigues)
Moradores de Paraisópolis cobram obra no córrego Antonico (Foto: Francisca Rodrigues)

Em manifestação pacífica, moradores de Paraisópolis, segunda maior comunidade de São Paulo, realizaram na tarde de ontem, 18, um ato para cobrar do poder público a imediata canalização do córrego do Antonico, que está prevista no programa de urbanização há alguns anos.

Em decorrência das chuvas nos últimos dias, o córrego que corta a comunidade de Paraisópolis tem passado por inúmeras enchentes e muitos moradores estão vivendo em situações precárias.

Além da canalização, os moradores reivindicaram também o atendimento às famílias atingidas, a construção de mais moradias e o avanço nas obras de urbanização.

A comunidade, em conjunto com a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP) já reivindicou soluções em diversos órgãos, mas até hoje o projeto sequer saiu do papel e as famílias continuam vivendo em extrema situação de risco.

Cerca de  2.000 pessoas participaram do  ato, que contou com o apoio de  ocupantes da Faixa de Gaza, em Paraisópolis, e da ocupação Chico Mendes, no Jd. Colombo do Movimento dos trabalhadores sem teto  (MTST).

O Secretário de Habitação, José Floriano, se comprometeu a enviar uma equipe para cadastrar os moradores que vivem em barracos nas áreas mais vulneráveis e pagar o aluguel social  até o final de dezembro, além de indenizar as famílias que moram em casas de alvenaria.

Fotos: Francisca Rodrigues e Jeferson Santos

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Cidadania Na Imprensa

Adeus Louro! Conheça um pouco da trajetória de um homem que representa muito para Paraisópolis

Publicado no Jornal Espaço do Povo 31 – Abril 2014

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Por Keli Gois e Francisca Rodrigues / Agência Paraisópolis

Honesto, generoso e bondoso, estes são os adjetivos que resumem a trajetória de um homem que representa muito para Paraisópolis

Quem não conheceu Lourival Clemente da Silva? O “Louro”, aquele do Mercado do Louro, um dos primeiros comércios de Paraisópolis. Mesmo aqueles moradores mais recentes têm ouvido falar desse homem que ajudou muita gente. Na história de Paraisópolis ele aparece como um grande personagem, não nas escrituras, mas na memória de quem fez a vida aqui e de quem ajudou a construir a comunidade.

Assim como muitos migrantes nordestinos que vieram tentar a vida em São Paulo, Louro saiu de Alagoas no início da década de 60, aos 29 anos, com sua esposa Maria Luiz da Silva em busca de uma oportunidade. Começou como servente de pedreiro e ajudou a construir o nobre bairro que hoje cerca Paraisópolis.

Cada árvore se conhece pelo fruto. Basta conversar com seus filhos para saber o grande homem que ele foi. A equipe do Jornal Espaço do Povo esteve na casa da família e conversou com os filhos, Gilson e Gilberto, que contaram um pouco da história desse grande homem, que aos 79 anos deixou esposa, quatro filhos, dez netos e uma bisneta.

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“Meu pai contou que veio de pau-de-arara. Só tinha a roupa do corpo e a mala, que um dia, enquanto ele dormia, acabaram roubando. Ele ficou sem destino, acabou indo morar em alojamentos e albergues. É isso que eu me orgulho dele, é um vencedor que veio só com a roupa do corpo e deu condições de estudo para os filhos.

Aquela máxima de que por trás de um grande homem tem uma grande mulher é mais que verdadeira, mais que justa, porque durante 50 anos minha mãe sempre esteve ao seu lado.

Ele fez muito pelo início da comunidade. São quase 50 anos aqui, começou com o mercado, que era o “Bar do Louro”. Durante o final de semana ele matava porcos, salgava e saia vendendo. Paraisópolis era uma grande fazenda que acabava de ser loteada, pois foi ocupada entre 1950 e meu pai chegou aqui dez anos depois, só que ele veio com a intenção de melhorar de vida, e como ele era jovem, começou a vender os miúdos de porco.

A minha avó, mãe da minha mãe, acabava de perder o esposo no nordeste. Ele percebeu que precisava auxiliá-la, pois minha mãe queria ir embora e ele falou: – Não, a gente não pode, nós viemos pra cá para mudar de vida.

Assim, na Rua Nossa Senhora Aparecida ele construiu os dois primeiros barracos de madeira em Paraisópolis, isso há 49 anos. Os dois barracos de madeira eram para a minha avó vir com meus dois tios, mas naquela época era muito difícil, você mandava uma carta e até voltar demorava uns três meses. Ele vendeu esses dois barracos e construiu mais dois ao lado, e assim foi. Depois mais pessoas tiveram a mesma ideia.

Surgiu a oportunidade de alugar esse lugar aqui onde hoje é o nosso mercadinho. Iniciou com aquela venda de secos e molhados, cachaça, farinha e feijão e começou a melhorar. Passou a vender a carne seca, a linguiça defumada, e ele foi melhorando. Começou a vender o querosene. Meu pai era muito criativo, para não colocar o querosene dentro da venda e não pegar fogo, ele deixou do lado de fora e canalizou o querosene que ele vendia, pois não tínhamos luz elétrica, água encanada e nem rede de esgoto.

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Se puxarmos o cadastro do CNPJ, acredito que o do meu pai tenha sido um dos primeiros comércios a ter realmente registro, junto com o seu Jair da rua do Homero [Rua Herbert Spencer, onde atualmente fica o colégio Homero dos Santos Fortes.

Como em todo bairro, as dificuldades começaram a aparecer. Não tinha energia elétrica e eles conseguiram um ponto de energia perto da Rua Ernest Renan, que era o mais próximo da Giovanni [Av. Giovanni Gronchi], aquela energia era passada em um cano como se fosse água, e os fios chegavam até aqui e iam lá para baixo, e assim começaram a montar as primeiras redes elétricas de Paraisópolis.

Paraisópolis começou a crescer e aí vem a falta de infraestrutura. As ruas estavam todas esburacadas e ele ia nas regionais e por meio de caixinhas as pessoas vinham com as máquinas e deixavam as ruas planadas. Isso era ótimo, mas quando vinha a chuva, esburacava tudo. Na rua Iratinga criava-se valas enormes, a água descia de lá, derrubava os barracos e meu pai tinha que arcar também com as despesas comprando o material para as pessoas.

A lição de vida que o meu pai deixou sempre foi essa: respeitar as pessoas, nunca querer ter o que é dos outros, trabalhar para ter o que é seu. Dentro desse pouco conhecimento cultural que ele tinha, ele procurava dar estudo pra gente. Nós fomos até onde quisemos chegar.

Com os anos 90, começou a vir a modernidade, chegou a luz, o asfalto, Paraisópolis foi crescendo e a gente foi se desenvolvendo e crescendo junto com o bairro. Tornou-se uma referência o mercado do Louro.

A Rua Wilson não existia. Ele abriu para poder ir na direção do Grajaú e Capão Redondo, onde ele também ia com a Teresa – a égua que puxava a carroça.

Assim como a família da minha avó, ele ajudou a trazer outras famílias. Ele construía o barraco, dava o dinheiro da passagem e as pessoas vinham pra cá e já se tornavam seus clientes, e ele foi amarrando isso.

Nos anos 90 teve uma coisa muito marcante na nossa vida. Meu pai tinha por volta de 40 barracos e ele chegou para a minha mãe e disse: “- A partir de amanhã eu não vou querer mais receber aluguel desses barracos, porque as pessoas mal ganham para pagar pra gente e eu não quero mais esses barracos”. Meu pai doou todos eles.

Ele foi uma pessoa batalhadora, nunca desistiu, sempre impôs aos filhos, dentro daquilo que ele tinha como cultura, um caminho correto. Era turrão, mas sua teimosia lhe trouxe mais frutos positivos do que negativos. O patrimônio que ele deixou para os filhos foi o mínimo, o legado que ele deixou foi maior: do migrante nordestino que chegou aqui com a roupa do corpo e conseguiu ter um comércio, uma casa e educar os filhos.

 

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Mulheres de 50 a 69 anos poderão fazer exame gratuito de mamografia pelo SUS

Do site do Jornal Espaço do Povo

home-cancer-mamaA partir de março, mulheres paulistas com idades entre 50 a 69 anos poderão fazer exames gratuitos de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sem precisar ter o pedido médico em mãos. A medida integra o programa “Mulheres de Peito” da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, tem como objetivo ampliar o acesso aos exames na rede pública e incentivar a detecção precoce do câncer de mama.

Para fazer o exame, basta procurar um posto de saúde e fazer o agendamento. Para mulheres nascidas em anos pares, a previsão é de que a mamografia seja realizada ainda no mês de aniversário ou no máximo em até 45 dias após a solicitação do exame.Já as mulheres que nasceram em ano ímpar poderão fazer o pedido do exame no ano que vem, também no mês do aniversário. O resultado deverá ser retirado na própria UBS em que foi feito o agendamento.

Mulheres nascidas em ano ímpar, mas que estejam há mais de dois anos sem fazer o exame de mamografia também poderão fazer o pedido este ano. Dependendo do resultado do exame, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, de acordo com cada caso.

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Paraisópolis lança projeto de esgrima para crianças e recebe o medalhista olímpico Renzo Agresta

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IMG_8913A manhã desta segunda-feira, 31, foi especial na comunidade de Paraisópolis, que recebeu os atletas esgrimistas Renzo Agresta, medalhista olímpico que representou o Brasil em três olimpíadas, Henrique Rochel, Bernardo Schwuchow e Marcos Ruzzi, para o lançamento do projeto “Mosqueteiros de Paraisópolis”.

“O projeto é a realização de sonhos aqui em Paraisópolis. A palavra de ordem [Um por todos e todos por um] que lembramos com relação ao esgrima tem muito a dizer sobre a luta de Paraisópolis, pois sempre a comunidade se organizou para defender seus ideais”, se orgulhou Gilson Rodrigues – presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP).

Os atletas apresentaram o esporte às crianças da comunidade e deram uma demonstração das principais regras da esgrima. “Estou muito feliz com essa parceria. É um projeto que tem tudo para dar certo. Estamos torcendo e dando o nosso melhor para que possamos crescer e ajudar cada vez mais a comunidade. Além de campeões, buscamos fazer também pessoas melhores”, comentou o esgrimista Renzo Agresta.

IMG_8767Com o lema “Um por todos e todos por um”, o projeto “Mosqueteiros de Paraisópolis” é uma iniciativa da Associação Brasileira de Esgrimistas (ABE) em parceria com a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP). O curso terá duração de três meses e será desenvolvido por atletas da ABE.

O projeto surgiu a partir da ideia de alguns atletas em poder trazer o esgrima para as comunidades e tem como objetivo, além de divulgar o esporte, fortalecer a categoria de base e oferecer o curso para crianças. “Acreditamos que a esgrima é um esporte que traz muitos benefícios, como a capacidade de concentração, raciocínio e preparo físico. Apesar de individual, ele socializa. É um esporte muito abrangente”, explicou Maria Júlia Herklotz – presidente da Associação Brasileira de Esgrimistas (ABE).

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Gilson Rodrigues lembrou que as inscrições do projeto já estão abertas e que esta é a oportunidade para que muitas crianças tenham acesso ao esporte. “Nada é impossível para quem sonha e luta, Quem quiser ser esgrimista profissional e ser também um medalhista de ouro, é possível, desde que haja dedicação e esperança”. concluiu.

IMG_0059Para Carolina Pontes, uma das idealizadoras do projeto, além de promover o acesso das crianças ao esporte, o principal objetivo é levar tudo que a esgrima tem de bom, como disciplina, concentração, e respeito ao próximo. “A esgrima mudou minha vida e se conseguirmos promover essa mudança nas crianças será maravilhoso”, se emocionou ela.

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Primeira reunião da IX Mostra Cultural de Paraisópolis elege curadores

IMG_9565Realizada na tarde da última quarta-feira, 19, a primeira reunião da IX Mostra Cultural de Paraisópolis aconteceu na sede da Associação das Mulheres de Paraisópolis (AMP) e contou com a presença de professores, organizadores e curadores das mostras anteriores, que foram recepcionados com um almoço oferecido pelo Buffet Mãos de Maria, com colaboração do Mosteiro São Geraldo de São Paulo.

Curadora de todas as mostras anteriores, Marlene Oliveira destacou a importância de realizar a Mostra Cultural em Paraisópolis, relembrando todos os avanços conquistados nos últimos anos.

Durante a reunião, os participantes puderam expor suas ideias e propor melhorias para a mostra deste ano, que será realizada no dia 13 de setembro. Em seguida, assistiram a um vídeo com os trabalhos produzidos na mostra anterior, que destacou a diversidade musical, artística e cultural.

IMG_9652Inscrita no ProAc, a IX Mostra Cultural de Paraisópolis terá novamente a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis como proponente. Com o tema “Paraisópolis: Canta a tua aldeia aos olhos do mundo“, a mostra dará espaço para que cada instituição escolha um país para ressaltar os principais aspectos, como arte, cultura e educação.

Para compor a curadoria deste ano, foi sugerido a participação de representantes da rede municipal, estadual, particular e também artistas e grupos da comunidade. Com isso, foi formada a nova curadoria:

Carla Thomas – CEU Paraisópolis
Gilson Rodrigues e Joildo Santos – União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis
Mônica Tarragó – Ballet Paraisópolis
Rachel Braun – Escola da Comunidade do Porto Seguro
Silvana – Homero dos Santos Fortes
Terezinha Paladino – Crescer Sempre

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Sob chuva 6ª Caminhada demonstra força da luta das mulheres de Paraisópolis

Por Keli Gois / Agência Paraisópolis

O dia realmente foi delas, nem a chuva atrapalhou a 6ª Caminhada da Associação das Mulheres de Paraisópolis (AMP), realizada na manhã deste sábado, 08 de março, data em que se comemora o ‘Dia Internacional da Mulher’.

Embaixo de chuva as mulheres caminharam da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (União) em direção à sede da AMP, onde, mais tarde, tomaram um café da manhã e puderam assistir a um show musical.

“Estamos vivendo um momento de crescimento e transformação. As mulheres estão percebendo o quanto é importante participar dessas lutas. O dia 8 de março é um momento em que as mulheres podem levantar suas bandeiras e ir à luta”, comemorou Rejane dos Santos – presidente da AMP.

Durante a caminhada, as mulheres defenderam suas principais bandeiras entoadas por gritos de guerra que reforçam a força da presença feminina não só na comunidade de Paraisópolis, como em todo o mundo.

Uma das principais bandeiras levantadas foi “Mulheres na luta pela construção da Nova Paraisópolis”, assim como a construção de um hospital que atenda as mulheres da comunidade e também a luta para a não violência contra a mulher.

“Queremos que as mulheres vão para a rua e que continuem lutando pelas nossas bandeiras. Porque hoje, apesar desse avanço, centenas de mulheres sofrem com violência doméstica, e morrem por falta de serviços na área da saúde. Ter essa caminhada é super importante e mostra a vontade das mulheres lutarem por uma Paraisópolis e por um Brasil melhor”, ressaltou Rejane.

A caminhada contou com a presença da presidente da AMP, Rejane dos Santos; Gilson Rodrigues e Joildo Santos, presidente e vice-presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (União); Juliana Oliveira- presidente do Conselho Gestor do CEU Paraisópolis e Sec. Geral da União; Juliana Gonçalves – vice-presidente da Federação das Mulheres Paulistas (FMP); Neuza Vicente – Grupo Harmonia; Mônica Pimenta – vice-presidente da Federação das Mulheres Paulistas (FMP) e secretária da mulher no Partido Pátria Livre; Cleide de Almeida – diretora do Congresso Nacional Afro Brasileiro (CNAB), além de lideranças e diretores da AMP, e claro, todas as mulheres de garra de Paraisópolis.

A caminhada foi encerrada na sede da AMP, onde as mulheres assistiram a um show musical com os artistas Luiz Ribeiro, Adilson Santiago, Felipe Mota e Gabriela Araújo. Para finalizar, a presidente da AMP deixou uma mensagem para todas as mulheres de Paraisópolis. “Venham para a luta. Que este ano seja marcado por muita participação para que nós possamos deixar um futuro melhor para os nossos filhos e nossos familiares”, finalizou a presidente.

A 6ª Caminhada, contou com o patrocínio do Santander Microcrédito, apoio da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Rádio Nova Paraisópolis FM 87,5, Jornal Espaço do Povo, Sabesp