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O Logo da VIII Mostra Cultural de Paraisópolis foi escolhido

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O logo escolhido foi desenhado por Jeferson Francisco dos Reis da EMEF Paulo Freire.

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Única creche noturna de São Paulo fica em Paraisópolis e é gratuita

Publicado no iG São Paulo

Crianças de zero a 13 anos são atendidas por instituição mantida por mosteiro. Outras cidades têm unidades municipais

Cinthia Rodrigues – iG São Paulo

Para quem está na rua, a escassa iluminação pública de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, não deixa dúvida de que é tarde da noite. Dentro do Centro de Educação Infantil Estêvão Rei (Ceiser), o único noturno de São Paulo, as atividades com as crianças fazem parecer dia. Os bebês de menos de 2 anos brincam com blocos, as crianças entre 3 e 4 anos giram bambolês, um grupo de 6 a 8 anos ensaia para a festa junina e os mais velhos desenham.

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Só às 22h os portões são abertos e os primeiros pais entram para buscar os filhos. Os últimos saem às 23h30. “Tudo é costume. As crianças precisam de rotina”, diz a diretora Rozeli Neubauer. “São atividades mais calmas, mas eles ficam atentos.”

A aluna Mariana, de 4 anos, seu pai e a diretora Rozeli. Antes, ela ficava na barraca de churrasquinho da família
A aluna Mariana, de 4 anos, seu pai e a diretora Rozeli. Antes, ela ficava na barraca de churrasquinho da família
A creche gratuita é mantida pelo Mosteiro São Geraldo e, desde a inauguração em 2004, mantém um terceiro turno à noite para atender mães que trabalham ou estudam no período. De dia, o local é uma creche comum, mas a partir das 17h30 – quando todas as demais instituições infantis da cidade começam a encerrar as atividades – o Ceiser reagrupa alguns dos alunos que entraram às 13h e recebe outros tantos até formar a turma 100 alunos de zero a 13 anos para passar a noite.

Na segunda-feira, durante visita do iG ao local, dos oito presentes no Grupo 1, como é chamada a sala dos mais novos, apenas a caçula dormia no bebê conforto. O restante se mantinha atento aos passos das duas professoras presentes. Enquanto elas incentivavam, eles ficaram em volta de uma pequena mesa e riscaram folhas em branco com giz colorido e, quando pegaram uma caixa com blocos, a turma toda correu – ou engatinhou – atrás.

Em outra sala, um único colchonete era usado em um canto, ao mesmo tempo em que o restante da turma brincava com bambolê e fantasias da “caixa de personagens”. Entre os mais animados, Mariana Silva de Souza, de 4 anos. “Gosto de brincar e de ficar com meus amigos”, conta a menina sorridente quase às 23h da noite.

Os pais vendem churrasquinho na rua até 22h e a buscam quando o movimento acaba. Antes de ser matriculada, ela ficava com os dois na barraca. “Um dia a diretora veio oferecer uma vaga. De cara, não aceitamos. Achamos estranho criança estudar à noite, mas bendita a hora que a gente experimentou”, lembra o pai, Marco Antonio Souza. “Ela desenvolveu muito, sabe outras músicas e brincadeiras, mas principalmente fica mais feliz mesmo”, diz.

Uma das primeiras a buscar o filho de 8 anos, a vendedora Ana Maria de Souza gostaria de não precisar deixá-lo na escola noturna. “Venho correndo para poder ficar um tempo com ele, mas ter essa opção foi o que me permitiu trabalhar e ganhar um dinheiro que é para ele também”, conta.

A diretora conta que outras ONGs que atuam no bairro encaminham para lá mães adolescentes para que possam continuar os estudos. A instituição também prioriza os moradores nas contratações, sendo 26 dos 49 funcionários da comunidade.

Itapevi e São José do Rio Preto

Raras, as creches noturnas já existem em redes públicas de outras cidades paulistas. Itapevi, na Grande São Paulo, tem cinco unidades que atendem inclusive durante a madrugada. E São José do Rio Preto, no interior, tem duas instituições.

Em países desenvolvidos como a Suécia, as creches noturnas fazem parte da política de educação infantil.

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Dia do Desafio no CEU Paraisópolis, 29 de Maio, veja a programação

Dia do Desafio

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E começou a VI Semana Cultural das Bibliotecas de Paraisópolis

Veja como foi a abertura e as atividades do primeiro dia da VI Semana Cultural das Bibliotecas de Paraisópolis. Participe nesta quinta-feira 16/05 das atividades programadas. http://paraisopolis.org/a-vi-semana-cultural-das-bibliotecas-de-paraisopolis-acontecera-de-15-a-17-de-maio/

Veja como foi a abertura e as atividades do primeiro dia da VI Semana Cultural das Bibliotecas de Paraisópolis….

Posted by Jornal Espaço do Povo on Wednesday, May 15, 2013

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José Sarmento visitou hoje o CEU Paraisópolis

O educador e Doutor em educação para a criança esteve hoje no CEU Paraisópolis em visita.

O educador e pesquisador da educação para a criança esteve hoje no CEU Paraisópolis

Posted by Jornal Espaço do Povo on Wednesday, May 15, 2013

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Nesta terça-feira foi lançado o portal Causa Coletiva no CEU Paraisópolis

O Projeto Cine Clube Paraisópolis (http://causacoletiva.com/cineclubeparaisopolis) é um dos primeiros projetos que estão disponíveis no site para apoio, através de contribuições que começam em R$ 10,00 divulgue essa ideia, conheça o projeto e inscreva também o seu.

O Portal Causa Coletiva, é um portal onde é possível obter financiamento de projetos por meio de pequenas doações, fazendo sair do papel muitos projetos que talvez não tivessem oportunidade por não conseguir chegar até quem pode contribuir, e nesse caso com uma pequena doação é possível fazer isso.

O Projeto Cine Clube Paraisópolis (http://causacoletiva.com/cineclubeparaisopolis) é um dos primeiros projetos que estão…

Posted by Jornal Espaço do Povo on Wednesday, May 15, 2013

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Lançamento Portal Causa Coletiva no CEU Paraisópolis dia 14 de Maio as 19h00

O tema crowdfunding ou financiamento coletivo ou vaquinha coletiva é relativamente novo, porém já é um mercado que movimentou 2,7 bilhões de dólares em 2012, um aumento de 81 por cento em relação ao ano anterior, segundo dados do Massolution.

O portal de financiamento coletivo é uma nova maneira de cidadão contribuírem para a realização de projetos. Mais do que doar recursos para que um projeto aconteça, o financiamento coletivo também é uma ferramenta de engajamento, criando uma relação de acompanhamento e pertencimento de seus resultados.

No Brasil há uma grande oferta e, ao mesmo tempo, necessidade de viabilidade de projetos de cunho socioambientais. Neste sentido, o portal Causa Coletiva busca criar um ambiente onde estes projetos sejam divulgados, com mecanismo criado para a captação de recursos que viabilizem sua implementação. “Porém a relação entre o portal-projeto-financiador não será apenas transacional, o portal possibilitará a conexão entre esses atores, de modo que os projetos sejam fontes de inspiração para outros, que gerem conteúdo relevante de fácil acesso e entendimento, além de estimular uma participação ativa”, complementa Fernando Beltrame, idealizador do portal e presidente da Eccaplan Consultoria em Sustentabilidade.

O Portal busca inovar ao trazer para um único local projetos, desejos e ferramentas, que fomente oportunidades, educação e disseminação de inovações orientadas a sustentabilidade.

O Prof. Ricardo Abramovay detalha ainda mais este conceito ao escrever que “aumentar a eficiência e reduzir a desigualdade no uso dos recursos: esses são os objetivos estratégicos de uma nova economia que tenha a ética no centro da tomada de decisões e que se apoie em um metabolismo social capaz de garantir a reprodução saudável das sociedades humanas”.

Esse movimento só será possível com o compartilhamento de projetos e sonhos socioambientais de todos e o apoio, divulgação e participação nos projetos já publicados no Causa Coletiva.

Venha participar do evento de lançamento do Portal Causa Coletiva, no dia 14 de maio, as 19h, no CEU Paraisópolis. No evento haverá a apresentação da Orquestra de Paraisópolis e dos primeiros projetos socioambientais do portal.

Confirme sua presença.

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NA IMPRENSA: Neurocientista, vítima de AVC, supera doença e ajuda professores de Paraisópolis

Publicado no porvir por Vagner de Alencar

Neurociência-Adriana-Fóz

Aos 16 anos, ela quase repetiu de ano por conta das disciplinas vilãs: matemática e física. Isso só não aconteceu por conta das metodologias próprias criadas por ela, nas quais atrelava os conteúdos escolares sempre a coisas cotidianas. O recurso deu tão certo, que, no ano seguinte, a própria escola passou a indicá-la como professora particular para estudantes do ensino fundamental. A experiência, na adolescência, foi o combustível que despertou em Adriana o interesse em entender quais eram os estímulos necessários para aumentar a capacidade de aprendizagem nas pessoas. Hoje, mais de duas décadas depois, Adriana Fóz carrega um currículo extenso e a superação de um AVC, que a fez adentrar na neurociência. Entre seus ofícios, dedica-se aos avanços da neurociência na educação, já escreveu livros sobre o funcionamento do cérebro, inclusive, para crianças, além de coordenar um projeto voltado à prevenção e saúde mental, em que capacita professores sobre como lidar com a raiva e a ansiedade no convívio escolar.

Aos vinte e poucos anos, Adriana já acumulava uma graduação em educação e o título de pós-graduada em psicopedagogia. Na época, ela estava determinada a descobrir como mobilizar a emoção dos alunos para alcançar a chamada aprendizagem significativa, termo cunhado pelo psicólogo norte-americano David Ausubel ao afirmar que aquilo que é aprendido sempre precisa fazer algum sentido para o aluno.

Mergulhada na teoria de Ausubel, ela começou a formar grupos de estudos com a presença de especialistas renomados, como o neurocientista Nelson Annunciato, PhD em programas de reabilitação neurológica da Universidade de Munique, na Alemanha, e o neurologista José Salomão Schwartzman, especialista em neurologia infantil. “Eu era bem mais jovem que eles. O que era uma honra para mim. Era como se eu fosse um peixe fora d’água nadando no imenso oceano”, afirma ela, que então vivia o auge de sua vida profissional. Nessa época, inclusive, abriu uma clínica multidisciplinar formada por diferentes profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas familiares. “Era algo muito inovador.”

No entanto, aos 32 anos, sua vida deu uma reviravolta quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação. Perdeu os movimentos do lado direito do corpo e não reconhecia nem mesmo seu próprio marido, com quem estava casada havia dez anos. “Eu, que era especialista em leitura e escrita, não sabia mais ler nem escrever”, conta. “Foi como se tivesse dado um reset no meu HD interno, no qual eu precisava colocar tudo novamente.”

Com depressão patológica e limitações físicas e cognitivas, Adriana parou de clinicar e começou a buscar outras atividades à medida que sua recuperação progredia. Fez aulas de samba, para reaprender cognitivamente a andar, e curso de palhaço, para rir de si mesma. “Fui desenvolvendo habilidades que até então eu não precisava, já que antes eram automáticas, como andar ou segurar uma escova de dentes.”

Esses “novos” hábitos foram fundamentais para que ela adentrasse mais a fundo no campo da neurociência. “Eu precisava entender por que, apesar de eu não ter tido um derrame no cerebelo (parte do cérebro responsável pela ação motora), eu não podia andar direito. Por que a minha visão havia ficado comprometida, se minha região occipital (parte do cérebro que comanda a visão) não havia sofrido nenhum dano? Por que não sabia mais ler nem escrever, se a região parietal (responsável pela leitura e escrita) estava sem nenhuma lesão?”

As investigações prosseguiram e acabaram dando origem ao livro A Cura do Cérebro, em que Adriana desvenda, a partir de sua batalha e recuperação do AVC, outras indagações como: por que ela precisava raciocinar para que então pudesse andar ou por que a recuperação da memória era gradual. A viagem pelo cérebro avançou também rumo à academia. Anos depois, já reabilitada, a educadora especializou-se em neuropsicologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Neurociência, uma questão vital

“Hoje, para mim, a neurociência chega a ser vital. O professor tem como tarefa, durante o processo de aprendizagem dos alunos, trabalhar a leitura, a matemática, mas imagina se ele também conseguir entender o funcionamento do cérebro. É essa a principal função da neurociência na educação: dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções”, afirma.

De acordo com ela, isso é fundamental para minimizar um dos principais problemas que envolvem os professores: o desgaste profissional. Em muitos casos, afirma, o educador não percebe que cada aluno possui um ritmo diferente de aprendizado e que naturalmente ele também precisará de orientações durante esse processo. “O único momento da vida do ser humano onde a região do prazer tem menos neurotransmissores passando pelo cérebro é na adolescência. Por isso os jovens, normalmente, têm aquela inércia, preguiça, crise. Se o professor entende que isso acontece por conta do funcionamento cerebral e não porque o aluno está sendo folgado, ele consegue ajudar muito mais e otimizar a tarefa de educar”, afirma Adriana, que também coordena o projeto Cuca Legal, iniciativa realizada pela Unifesp, que trabalha a prevenção e saúde mental com educadores.

Bye, bye, tristeza!

Desde o ano passado, a neuropsicóloga usa elementos da neurociência para ajudar professores de escolas públicas de Paraisópolis – a maior favela de São Paulo, na zona sul da capital – a terem melhores condições de preparar suas aulas. “Para dar aula, o educador precisa, primeiro, aprender a se respeitar enquanto ser humano, que fica estressado, com raiva. Essa compressão é fundamental para que ele também entenda essas características em seus alunos e consiga lidar melhor com eles, tanto do ponto de vista comportamental, quanto pedagógico”, assegura.

Segundo ela, a partir do momento que o professor compreende que um determinado aluno de ensino fundamental tem certa aptidão para aprender linguagem até os dez anos de idade, por exemplo, o professor passa a se tornar mais responsável por interferir diretamente nesse aprendizado e se ajudar a ajudar o aluno.

O projeto está sendo realizado em duas escolas da região. Na escola estadual Maria Zilda Gamba Natel, desde 2012, os professores estão participando das oficinas periódicas, que incluem rodas de discussão sobre como agir e trabalhar aspectos voltados a raiva, ansiedade, tristeza, entre outros. “Os professores dessa escola queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar especialmente com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano e como eles podem ajudar esses alunos a identificá-la para poder dar espaço ao que é prioridade. Acabamos não só ajudando os professores, mas também o aluno, já que ele passa a perceber a mudança de atitude do educador e melhorar a relação cotidiana”, diz.

A partir deste ano, outra instituição de ensino – a escola estadual Etelvina Góis de Marcucci – também contará com a capacitação dos professores. O projeto pretende, no primeiro ano, trabalhar o comportamento dos professores para, no ano seguinte, promover um avanço pedagógico na escola.

Dentro do cérebro infantil

Mas o cardápio de iniciativas de Adriana parece não ter fim. Além da formação dos professores em Paraisópolis, ela também está à frente de um projeto no Departamento de Instituto do Cérebro, do Hospital Albert Einstein. Lá, ela desenvolve uma coleção de livros para crianças, de cinco a dez anos, sobre o funcionamento do cérebro. “Trazemos exemplos da realidade da criança. Explicamos que andar de skate, por exemplo, estimula o sistema límbico – responsável por comandar as emoções. É a limbilândia, uma mistura de límbico e Disneylândia.” A primeira obra, afirma, já foi produzida e será lançada em setembro deste ano.

Do ponto de vista prático, Adriana afirma que, há dois anos, realizou esta experiência, piloto, em escolas públicas de São Paulo e de Paraty, no Rio de Janeiro. De acordo com ela, foi possível observar uma melhoria na atitude das crianças quanto ao aprendizado em sala de aula. “Ao entender como funciona seu cérebro, elas passam a mudar seu comportamento e atitude, sentem-se mais estimuladas a aprender outras coisas”, afirma.

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Posse da nova gestora do CEU Paraisópolis, 11 de Maio as 10h00

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Vagas para o 1º ano do Ensino Médio em Paraisópolis

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