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Boa Vista Serviços promove ação em Paraisópolis para quitação de dívidas e orientação financeira

A campanha “Acertando suas Contas” possibilita ao consumidor o pagamento de débitos em aberto, com condições especiais, além de fornecer orientações sobre consumo consciente para o crédito.

A Boa Vista Serviços, empresa administradora do SCPC, realiza, entre os dias 14 e 16/10/2011, a campanha “Acertando suas Contas” na comunidade de Paraisópolis. Será uma ocasião em que o consumidor poderá negociar sua dívida registrada no SCPC, diretamente com o credor, sob condições especiais e sem intermediários. O evento é realizado e organizado em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis e a Cantarino Brasileiro Comunicação.

O local do evento é o CEU Paraisópolis (Rua Doutor José Augusto De Souza E Silva, s/n), ponto de referência de destaque na comunidade. Durante os três dias do evento, serão prestadas orientações de práticas de educação financeira e consumo consciente para o crédito, orientando o cidadão sobre como manter suas contas sob controle e também como poupar para alcançar seus objetivos. Na ocasião, uma megaestrutura com diversos estandes de empresas do segmento varejista, financeiro, utilities, entre outros, estarão à disposição dos cidadãos. A renegociação de dívidas em aberto terão descontos especiais, que podem chegar a até 50%.

Para o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado, essa é uma ação de caráter social, que visa a reabilitação do crédito ao consumidor e estimular a prática do consumo responsável, em especial numa localidade que conta com um grande número de cidadãos com acesso crescente ao crédito e consumo. “Queremos reforçar ao consumidor que ele deve cuidar de seu nome mantendo suas contas em dia. Quando o orçamento doméstico é administrado de forma responsável, além de evitar o descontrole dos gastos e a inadimplência, ele consegue se planejar e realizar seus sonhos. Esse é o nosso conceito do Consumidor Positivo, que lida bem com suas contas e, por isso, tem acesso ao crédito sempre e em melhores condições”.

O executivo ainda acrescenta que o conceito de sustentabilidade também será trabalhado no evento em sua forma mais ampla. “Além de estimular o hábito de consumo consciente para o crédito, todos os fornecedores que trabalharão no ‘Acertando Suas Contas’ são contratados na própria comunidade de Paraisópolis”. Outra participação de destaque é a do rapper Liu MR, da comunidade de Heliópolis, que emprestou sua voz ao spot da campanha que será veiculado na rádio da comunidadeRádio Nova Paraisópolis 87,5 FM, além dos veículos de som que percorrerão os arredores do bairro.

Para reforçar as ações de Educação Financeira desse evento, será distribuída a Cartilha do Orçamento Doméstico, que apresenta, por meio de dicas para o cidadão, formas de organizar e controlar o orçamento financeiro familiar e também orientações para a regularização de restrições financeiras e como proceder quando perder cheques e documentos.

O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, espera que as pessoas aproveitem a oportunidade para discutir suas pendências em um local próximo de suas residências. “Uma grande parcela de quem tem hoje restrição de crédito é porque começou devendo uma pequena quantia e perdeu o controle dos gastos. Essa ação tem justamente a finalidade de levar os credores até os consumidores e encontrar, juntos, a melhor maneira para resolverem essas pendências financeiras”.

Além das empresas que estão aderindo à campanha, o evento em Paraisópolis contará também com o apoio do Sebrae-SP, Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – Facesp, Movimento São Paulo Confia, Secretaria Municipal do Empreendedor Individual e do Instituto Embelezze.

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Alunos de Paraisópolis participam de votação que escolhe desenhos de alunos para capas dos cadernos de 2012

ATENÇÃO PELA INFORMAÇÃO ABAIXO A VOTAÇÃO FOI ATÉ DIA 30/09. Agora é aguardar o resultado em Novembro.

Alunos da Rede Municipal de Ensino da capital paulista colocaram suas idéias no papel e, a partir desta terça-feira (20), a cidade de São Paulo escolherá os 20 desenhos vencedores do Concurso Capa de Caderno. Com giz de cera, lápis de cor, canetinhas e muita criatividade, os estudantes matriculados na Educação Infantil, Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) produziram ilustrações que virarão capas dos cadernos entregues nos kits de material escolar em 2012. A votação será feita no Portal da Secretaria Municipal de Educação e alunos, professores, pais e todos os moradores de São Paulo poderão participar.

Com o tema Cuidar do Outro, Cuidar do Mundo, foram pré-selecionados 40 desenhos por uma comissão, sendo 10 de cada categoria. Na mirim, crianças com até cinco anos usaram giz de cera, lápis de cor, caneta hidrocor e tinta guache para desenhar. Já na categoria infantil (da qual fazem parte alunos do 1º ao 5º anos) puderam ser usados caneta hidrocor, lápis de cor, lápis aquarelado e tinta guache. Para a juvenil (para estudantes dos últimos cinco anos do Fundamental) as técnicas permitidas foram hidrocor, lápis de cor, lápis pastel, carvão e grafite. E na categoria adulto (EJA e CIEJA) os autores escolheram entre caneta hidrocor, lápis de cor, nanquim e grafite.

Nesta última fase do concurso, que é realizado pelo terceiro ano consecutivo, serão escolhidas pelo público cinco ilustrações de cada categoria para serem impressas nas capas feitas a partir da reciclagem de garrafas PET e estampar os mais de 3 milhões de cadernos distribuídos aos estudantes paulistanos. A votação vai até o dia 30 de setembro e os vencedores serão conhecidos no mês de novembro, quando será realizada uma exposição das obras escolhidas no hall monumental do Edifício Matarazzo.

Infantil - Raquel de Oliveira Silva EMEF Casarão
Infantil - Vinicius dos Santos Silva EMEF Profº Paulo Freire
Juvenil - Geovana C. Sousa EMEF Profº Paulo Freire
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Think Tank Urban vence Prêmio Holcim de Sustentabilidade com projeto para a favela de Paraisópolis

De PINIweb.com.br

Escritório criou [projeto] escola de música multifuncional com terraço agrícola para evitar a erosão

Kelly Carvalho, de Buenos Aires

Um projeto para uma escola de música localizada no Grotão, no coração da favela de Paraisópolis, em São Paulo, venceu a categoria principal da etapa sul-americana do Holcim Awards, concurso trienal que destaca os melhores projetos de sustentabilidade do mundo. O escritório Urban Think Tank recebeu US$ 100 mil pelo projeto liderado pelo arquiteto Alfredo Brillembourg.

A cerimônia de premiação foi realizada ontem à noite (6), em Buenos Aires, no “El Zanjón de Granadas”, emblemático edifício de estilo colonial declarado Patrimônio Cultural da cidade. Ao todo, onze trabalhos foram premiados com o total de US$ 300 mil. Os trabalhos abordaram, sobretudo, os desafios da urbanização, com projetos comunitários e de infraestrutura urbana.

Além da categorial principal, com a classificação de três projetos, a categoria Reconhecimento destacou cinco trabalhos, além dos três contemplados na categoria “Next Generation”, para jovens profissionais. Nesta última premiação, conquistaram o terceiro lugar os estudantes brasileiros Gabriel Kozlowski Maia, Pedro Chianelli Salgado Dieguez e Maria Luiza Labarthe com um projeto de requalificação dos espaços da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Os estudantes receberam U$ 10 mil dólares pelo prêmio.

O concurso, realizado pela Holcim Foundation for Sustainable Construction, é dividido por regiões (Europa, América do Norte, América Latina, África & Oriente Médio e Ásia & Pacifico). Os três vencedores da categoria principal concorrem em 2012 ao Global Holcim Awards, que será disputado pelos vencedores das outras regiões participantes. O resultado será anunciado em abril de 2012. Já os projetos premiados nas outras categorias do concurso, Acknowledgement e Next Generation, concorrerão aos prêmios Global Holcim Innovation, também no próximo ano.

A etapa latino-americana contou com a inscrição de 662 projetos, que foram avaliados por um júri independente sob o patrocínio da UIA (União Internacional de Arquitetos) na Cidade do México. O júri foi composto por Carolyn Aguilar ( México), Marc M. Angélil (Suíça), Daniel Bermúdez (Colômbia), Angelo Bucci (Brasil), Vanderley M. John (Brasil), Andreas Leu (Suíça), Michel Rojkind (México), Hans-Rudolf Schalcher (Suíça) e Bruno Stagno (Costa Rica). Os jurados basearam sua escolha em cinco temas de construção sustentável criados pela Holcim Foundation para avaliar os projetos: fatores econômicos, ambientais e sociais, em conjunto com a qualidade arquitetônica e o potencial de aplicar a inovação em outros locais.

Confira os vencedores:

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Ouro – 1° lugar
Edifício público multifuncional Grotão – Fábrica de Música, Urban Think Tank
São Paulo
Autor: Alfredo Brillembourg
Coautor: Hubert Klumpner
Prêmio: US$ 100 mil

O projeto localizado no Grotão, no coração da favela de Paraisópolis, em São Paulo, tem dois objetivos principais: estabilizar a erosão e evitar os corriqueiros deslizamentos de lama, além de oferecer um espaço público e multifuncional à comunidade.

Com mais de 100 mil habitantes, esta área está efetivamente separada do centro formal da cidade e de toda a sua infraestrutura social e cultural. Devido ao desenvolvimento informal e às condições topográficas e geológicas da área, este local é caracterizado pela ocorrência crescente de erosões e de perigosos deslizamentos de lama. A desafiante topografia é mantida no projeto, sendo estabilizada com o objetivo de prevenir futuras erosões, criando uma arena natural em um espaço público com terraço e incluindo uma área reservada para agricultura urbana. Diversas características de baixa tecnologia são propostas: um sistema de gerenciamento de água, para o reúso de água de chuva no local e o reaproveitamento de água cinzenta; e sistema integrativo para o uso ativo e passivo da ventilação, do resfriamento e do ar condicionado tanto na construção do edifício como na do anfiteatro.

Na sua estrutura vertical, o prédio oferecerá diversos espaços para escolas de música, incluindo uma pequena sala de concertos, além de instalações esportivas, espaços públicos e infraestruturas de transporte. Os prédios residenciais na vizinhança aumentam a reserva para habitações delimitando a arena. “Cada área, incluindo escadas e passarelas, foi pensada em como poderia se integrar com a comunidade”, disse Alfredo Brillembourg. O arquiteto, que também elogiou a qualidade dos outros projetos destacados no concurso, ressaltou a importância de se criar um banco de dados que permitisse o compartilhamento de projetos de caráter social para usos em outros locais da América Latina. O arquiteto conta que o projeto contratado pela Secretaria de Habitação de São Paulo (Sehab) está em fase inicial de obras pela construtora Carioca.


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Justiça Federal destina recursos para ampliação de creche em Paraisópolis

No próximo sábado (8/10) será realizada a inauguração da nova ala da Creche Anglicana do Morumbi (Paraisópolis), construída graças à doação de R$ 400 mil pela Justiça Federal de São Paulo através da 6ª Vara Federal Criminal, especializada em crimes de lavagem de dinheiro. Na época em que foi proferida a decisão, atuava como juiz o agora desembargador federal Fausto Martin De Sanctis.

O novo setor da creche possui cerca de 300 m² distribuídos em quatro salas, dois banheiros, um lactário e um depósito, que servirão para atender mais 120 crianças, além das 380 já atendidas. Com essa ampliação a creche passa a ter 4.000 m² de área construída, sendo considerada a maior da capital.

O prédio foi erguido pelo Instituto Anglicano no ano passado com doações de empresas privadas e pessoas físicas ligadas à Igreja Anglicana. Ao todo foram investidos R$ 2,6 milhões, sendo que naquela ocasião a 6ª Vara Federal Criminal destinou cerca de R$ 95 mil para equipar a cozinha.

A aplicação dos valores passou por auditoria que confirmou o uso correto dos recursos bem como a adequação ao projeto apresentado. A prestação de contas também foi aprovada pela Justiça Federal.

Entre os convidados para a inauguração estão o desembargador federal Fausto De Sanctis, a atriz Gabriela Duarte (madrinha das creches do Instituto Anglicano), o secretário municipal de Educação Alexandre Alves Schneider e o cônsul geral britânico Jonh Doddrell, que farão a abertura da solenidade e da festa comemorativa do Dia das Crianças. O evento terá início às 9 horas e acontecerá na rua Dr. José Pedro de Carvalho Lima, 333, Vila Andrade SP. (JSM)

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Manifestação pela Abertura da AMA e UBS

Ato pela imediata abertura da AMA e UBS. O ato foi coordenado pela Associação de Mulheres de Paraisópolis e União dos Moradores.

FICOU DEFINIDO QUE HAVERÁ NOVA MANIFESTAÇÃO na próxima QUINTA-FEIRA (13/10).

Manifestação ainda maior e até que sejam tomadas as providências teremos manifestação toda semana. Concentração em frente União dos Moradores 9h.

AMA E UBS Já!

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Prefeitura quer desapropriar casas de luxo no Morumbi, em SP

Da Folha.com

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) enviou projeto de lei à Câmara listando quatro vias da região do estádio do Morumbi, área nobre na zona oeste de São Paulo, que terão imóveis desapropriados para a criação de uma avenida.

Serão alargadas a avenida Jules Rimet e as ruas Senador Otávio Mangabeira, João de Castro Prado e Dona Mariquita Julião. Ainda não há estimativa do número de imóveis a serem desapropriados.

O alargamento vai servir para implantar o segundo trecho da avenida Perimetral, de cerca de 2 km, ligando a rua Flávio Américo Maurano à praça Roberto Gomes Pedrosa, no estádio do São Paulo.

A via terá duas faixas em cada sentido, com um canteiro central –sobre ele será construído o elevado por onde passará o monotrilho da linha 17-ouro do metrô.

O monotrilho ligará o aeroporto de Congonhas ao Morumbi e ao Jabaquara e deve estar pronto em 2017. Sobre a Perimetral, haverá três estações –Paraisópolis, Américo Mourano e Estádio Morumbi.

A avenida Perimetral é um projeto mais amplo, com três trechos –pronta, irá ligar a marginal Pinheiros, na altura da ponte João Dias, à avenida Eliseu de Almeida.

O primeiro trecho margeia a favela de Paraisópolis e deve ser entregue em 2012. Ali, a via, em construção, terá três faixas em cada sentido.

O trecho integra o projeto de urbanização de Paraisópolis –sua construção desapropriou 32 imóveis e levou à remoção de 400 famílias.

O segundo trecho é esse para o qual Kassab determinou o alargamento das vias. Deverá ficar pronto em 2013. O terceiro vai ligar a favela à marginal Pinheiros e não tem data para conclusão.

Além de servir para o monotrilho, a prefeitura espera, com a nova avenida, aliviar o trânsito nas avenidas Giovanni Gronchi e Morumbi.

“Não resolve, pois todo mundo vai parar no mesmo lugar [na ponte João Dias]”, diz Silvio Teixeira, da Sociedade dos Amigos da Vila Inah. “Tudo o que fizerem para melhorar o trânsito é bem-vindo”, afirma Vera Lúcia Alves, da Associação dos Moradores e Amigos da Superquadra Morumbi.

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Nesta quinta 06/10 as 10h manifestação pela imediata abertura da AMA, CAP’s e UBS em Paraisópolis

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Deus da Carnificina, uma comédia sem juízo, com Paulo Betti, Débora Evelyn, Julia Lemmertz e Orã Figueiredo

Nos dias 8 e 9 de outubro (sábado e domingo) o teatro do CEU Paraisópolis apresentará o espetáculo “Deus da carnificina, uma comédia sem juízo” que conta com a atuação dos atores Paulo Betti, Débora Evelyn, Julia Lemmertz e Orã Figueiredo. No dia 8 (sábado) acontecerão duas apresentações uma às 17h e outra às 19h30 e, no dia 9 (domingo) apenas às 17h.

Os ingressos estão sendo distribuídos no prédio da Gestão do CEU, sendo que cada pessoa pode pegar até dois ingressos.

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O problema de Morumbi e Paraisópolis

Por Leonardo Blecher

Foto Leonardo Blecher

“Desigualdade social, a origem de todo mal.” A frase pixada em um muro da Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, expressa um conceito amplamente discutido na sociedade brasileira, mas incompreendido por grande parte dos moradores do bairro.

Assustados com o aumento nas ocorrências policiais no Morumbi no último ano, cerca de 2500 habitantes da região realizaram uma manifestação na Praça Vinícius de Morais por mais segurança, no dia 28 de agosto. Como tantos outros neste ano, o protesto foi idealizado e organizado pelo Facebook.

“Através das redes sociais, a gente começou a ter informação sobre ocorrências constantes”, conta o diretor do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Portal do Morumbi, Agnaldo Oliveira.

Em um grupo fechado no Facebook, os moradores compartilham experiências de assaltos a casas e veículos, entre outros delitos. Analisando o conteúdo das mensagens escritas, é visível que a indignação dos participantes se volta contra as populações das favelas vizinhas, que chegaram a ser chamadas por alguns de “moradores indesejados”.

As principais reivindicações do grupo, que recebeu a alcunha de SOS Morumbi e é formado por diversas associações de moradores, além de cidadãos comuns, são a instalação de uma base da Polícia Militar na comunidade de Paraisópolis e o aumento no efetivo policial nos três distritos do Morumbi: Morumbi, Vila Sônia e Vila Andrade.

O segundo pedido dos manifestantes foi atendido prontamente pela PM, que reforçou em 50% o policiamento de pontos estratégicos onde são registradas a maioria das ocorrências.

Já o estabelecimento da base policial na segunda maior favela de São Paulo toca em um ponto mais delicado para todos os envolvidos.

“Reivindicamos a implantação de uma base, estilo UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), justamente para dar mais segurança àquela comunidade e acabar com o descontrole do governo”, afirma Oliveira.

De fato, o contexto do Morumbi muito se assemelha à realidade carioca, onde as UPPs foram criadas, em que condomínios de luxo e favelas são vizinhos próximos. E, assim como no Rio de Janeiro, a ocupação das comunidades pela polícia é exigida pela parcela mais rica da população.

“O Morumbi, como a cidade inteira, precisa ter uma situação de tranquilidade”, opina o coronel André Vianna, da reserva da PM de São Paulo. “E nem sempre essa tranquilidade significa presença policial.”

O que Vianna compreende, assim como o autor da frase pixada no muro da Giovanni Gronchi, e ao contrário de alguns moradores do bairro, é que o problema da região não será resolvido apenas com uma patrulha mais ostensiva das ruas.

Pouco antes da realização do protesto, o presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson da Cruz Rodrigues, divulgou uma carta, na qual defendeu que a solução para a realidade criticada pelo movimento SOS Morumbi “não passa por aumentar o muro que divide Morumbi e Paraisópolis”.

“O que mais diferencia os jovens que moram em Paraisópolis daqueles que moram no Morumbi é a ausência de oportunidades iguais”, disse Rodrigues. Ele acredita que a situação só será superada com investimentos em educação, saúde, esporte e moradia.

Se a resolução dos problemas dos dois lados da questão não consiste no aumento do policiamento parece algo claro, o que não fica evidente é a sua possível consequência. Uma questão a ser respondida é como é a atuação da polícia nas favelas em São Paulo.

Em 2009, a PM realizou a operação Paraisópolis, em que implementou o policiamento da área com grande efetivo de homens, viaturas, cavalos, cães e até helicoptero. A ação foi uma resposta ao tumulto gerado por uma manifestação contra o assassinato de um morador pela polícia e a prisão de outro um dia antes. Na ocasião, foram montadas barricadas nas ruas e pneus foram queimados.

A ocupação motivou diversas queixas dos habitantes da comunidade devido à truculência das abordagens. Todos que saíam da favela eram revistados por soldados que ostentavam armas de grande porte, desfilavam com cavalos nas ruas, entre outras atitudes para intimidar a população local.

“O nosso efetivo aqui é uma demonstração de força frente aos atos de vandalismo. Vamos identificar qualquer tipo de problema que surgir na favela”, declarou na época o capitão Emerson Massera, porta-voz da PM na operação.

O exemplo da Operação Paraisópolis é apenas o mais alarmante entre os inúmeros casos de abuso policial no trato com moradores desta e de outras favelas.

Segundo o Coronel Vianna, os soldados da PM não são estimulados pelos superiores a assumirem atitudes agressivas. No entanto, em sua opinião, diversos fatores influenciam nisso, sendo um deles a própria opinião popular, disseminada por programas sensacionalistas de televisão e até por políticos. Vianna cita o bordão “bandido bom é bandido morto”, criado pelo polêmico apresentador paranaense Luiz Carlos Alborghetti.

Fica evidente que uma atuação policial produtiva em comunidades como a de Paraisópolis depende diretamente de um maior preparo dos soldados. Nos moldes que hoje se configuram, o aumento da ação da polícia na região apenas beneficia aqueles com propriedades a defender, tornando ainda mais oprimida a vida dos pobres.

Em uma questão, no entanto, as lideranças do Morumbi e de Paraisópolis parecem concordar: “as comunidades dependem do Morumbi, e o Morumbi depende delas”, nas palavras de Oliveira, do Conseg. Resta saber como duas realidades tão distantes conseguirão conviver em harmonia, e – quem sabe? – até se tornar mais parecidas.

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Espetáculo “Reisado da Borboleta, do Maracujá e do Pica-pau” no CEU Paraisópolis dia 01/10 16h

Neste sábado, dia 1° de outubro às 16h00, o teatro do CEU Paraisópolis apresentará o espetáculo “Reisado da Borboleta, do Maracujá e do Pica-pau” que conta com músicas executadas ao vivo, bonecos e atores, nesta adaptação inspirada no Reisado sergipano. Não perca! Traga a criançada para se divertir! A indicação é livre.

Sinópse: O pequeno redentor, filho de Maria, é presenteado no dia de seu nascimento, com três mimos: o Vaqueiro leva um pé de maracujá, a Borboleta oferece um ramo de sândalo e o Pica-Pau chega com uma pequena cabaça. A terrível Bernúncia, espécie de bicho papão com boca de jacaré, rouba os três presentes, mas é forçada a devolver tudo pelo heróico Bumba-Meu-Boi que expulsa o bicho malvado e devolve os mimos ao menino Jesus.