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#Espaço do Povo 29 :: Procura-se uma mãe sem rosto

Um apelo nas redes sociais tem sensibilizado a equipe do Jornal Espaço do Povo. Trata-se de um pedido de uma mulher que nem sequer conhece a comunidade, mas acredita que uma pessoa muito querida encontra-se em algum lugar nesse pedaço de terra de 1 quilômetro quadrado, chamado Paraisópolis.

Por Francisca Rodrigues para Agência Paraisópolis

1209078_574053459322989_1841041676_nUm apelo nas redes socias tem sensibilizado a equipe do Jornal Espaço do Povo. Trata-se de um pedido de uma mulher que nem sequer conhece a comunidade, mas acredita que uma pessoa muito querida encontra-se em algum lugar nesse pedaço de terra de 1 quilômetro quadrado, chamado Paraisópolis.

Nascida em Itaípe, na Bahia, Elisangela de Jesus Rocha, 36 anos, tem um sonho que desde sua infância deseja realizar, encontrar sua mãe que a deixou quando ainda era criança aos cuidados do pai, Francisco, e da avó paterna, Flora. Elisângela tinha apenas dois anos quando sua mãe, Ednalva de Jesus, resolveu vir sozinha para São Paulo. Há 34 anos sem ver a mãe, a enfermeira diz que sente muita vontade de conhecê-la. “Queria muito poder abraçar minha mãe e dizer o quanto eu a amo”, se emociona.

Elisangela acredita que a mãe esteja em Paraisópolis, pois quando tinha oito anos de idade, seu pai veio trabalhar em São Paulo e encontrou a irmã de Ednalva, que o trouxe a comunidade e mostrou onde ela estava morando, essa foi a única vez que teve alguma notícia da mãe, que na época estava grávida e morava em condições precárias e de favor na casa da irmã que a acolheu. Francisco perguntou a sua ex-mulher se queria voltar, mas ela disse que não.

Quando adolescente, Elisangela chegou a perguntar a seu pai o endereço da mãe em São Paulo, mas ele afirmava não lembrar porque fazia muito tempo. Há 15 anos tem procurado por ela. Recentemente, tem buscado, por meio das redes sociais, conseguir ajuda ou alguma informação que a faça encontrar a mãe.

A baiana não tem nenhuma informação sobre sua mãe referente a documentos e fotografias que possam facilitar o tão sonhado reencontro. Embora tenha sido abandonado, Elisangela acredita que sua mãe teve seus motivos para ir embora. “Minha mãe estava cansada das brigas com meu pai, não conseguia viver naquela situação. Ela não me levou junto com ela porque minha vó ameaçava se matar se ela fugisse comigo. Então ela fugiu sem levar nada”.

Atualmente, Elisangela mora em Salvador com o marido e os dois filhos. Embora tenha formado uma família sua felicidade não está completa. “Só vou ser feliz quando encontrar a minha mãe”, finaliza.

Nota da redação
Se alguém tiver alguma informação que possa ajudar Elisangela a encontrar sua mãe entre em contato com o Jornal Espaço do Povo pelo telefone 3741-0400

Por Joildo Santos

Editor do Jornal Espaço do Povo

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