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Prefeito Fernando Haddad corre o risco de ser o que menos fará obras em Paraisópolis dos últimos 10 anos

Por Joildo Santos no Jornal Espaço do Povo 31

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A reunião realizada na prefeitura no início deste mês com o prefeito Fernando Haddad e mais sete secretários só reafirmou nossa preocupação sobre o andamento das obras de urbanização em Paraisópolis, que até agora encontram-se em ritmo lento.

O Prefeito Fernando Haddad corre o risco de ser o pior prefeito para nossa comunidade dos últimos 10 anos. Até o momento o prefeito não tem nenhuma obra nova proposta pelo novo governo e o que se observa é uma desaceleração das obras que já estavam previstas.

Enquanto as obras estão caminhando em passos de tartaruga, mais de 3 mil famílias estão sem moradia, dependentes do aluguel social, que em alguns casos não é o suficiente, levando em conta o alto valor do aluguel na comunidade. Algumas já estão nessa situação há mais de dois anos, quando foram removidas de suas casas com a promessa de receber um novo lar.

O que nos deixa indignados é que, mesmo após promessas dessas moradias (suficientes para suprir a necessidade de todas essas famílias) feitas a cada ano e a cada visita, verifica-se que no momento nenhuma nova moradia está sendo construída. Não há sequer um novo processo de licitação, dinheiro empenhado ou alguma obra iniciada, que seriam provas de que a promessa feita há anos pela prefeitura estaria sendo cumprida.

Quando falamos do Parque Paraisópolis, O espaço já existe e, sequer, foi aberto à visitação. Um local que poderia abrigar campos de futebol e rugby, quadras, piscinas, pistas de skate, espaço para shows, entre outros. Que proporcionariam o acesso ao lazer e ao esporte aos milhares de jovens moradores de Paraisópolis. Temos a impressão de que há uma torcida, e até mesmo um estímulo para que o local seja invadido, que seria um excelente argumento para justificar a não liberação do parque, por qualquer ação burocrática, emperrando sua utilização pela comunidade.

A demanda por mais escolas e creches também foram pautadas e viu-se que mesmo as áreas que a própria prefeitura aponta como destinadas para educação, ainda há pouca definição de quais equipamentos e quando serão construídos para diminuir os problemas que a falta de creche e o ensino fora de nossa comunidade provoca.

Apontamos as necessidades na área da saúde e o posicionamento do Secretário-Adjunto da Saúde é que a comunidade é privilegiada pelos equipamentos que possui, o que acredito não exime o poder público de sanar deficiências no atendimento e buscar ao menos estudar a demanda apontada pela comunidade para a construção do Hospital em nossa região, além disso quem é atendido por esses equipamentos, sabe que eles carecem de mais estrutura e apoio.

Há ainda o projeto da Escola de Música e Artes do Grotão, um projeto que de forma inteligente tirar centenas de pessoas de uma área de extremo risco e no lugar cria um centro cultural, tão necessário para a comunidade e está ameaçada de não sair do papel.

Diante disso, nosso objetivo é discutir e achar soluções para a urbanização de Paraisópolis, para que obras que já foram aprovadas e licitadas possam finalmente sair do papel e beneficiar a todos nós.

Ainda confiamos que há tempo para que os compromissos feitos ao povo sejam cumpridos e que a Urbanização de Paraisópolis avance, que possamos ter moradia, acesso a lazer, saúde e educação. Cabe agora ao Prefeito decidir se ele ficará na história como o prefeito que garantiu e entregou a Nova Paraisópolis ou foi o responsável pelo retrocesso do desenvolvimento da comunidade.

Por Joildo Santos

Editor do Jornal Espaço do Povo

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