Evelin Coutinho | O bom exemplo continua sendo o melhor discurso para aprendizagem

Pais, mães e cuidadores transportam a responsabilidade de educar e por isso muitos se questionam se estão no caminho certo a contribuir positivamente no crescimento intelectual e social de seus filhos.

É comum, em tudo, os pais prezarem pela aprendizagem dentro dos moldes do politicamente correto. Por isso não é incomum ouvirmos frases como: coloque a mão na boca para tossir/ não fale palavrão/ diga: obrigada/ não grite/Não minta/ faça isso…não faça aquilo…

Quantos não se reconhecem nestas falas? E que bom quando há estas, dentre outras orientações sendo transmitida aos pequenos.

No entanto, é importante lembrar que:

De todas as fases pertencentes ao ciclo do desenvolvimento humano é justamente na infância que a capacidade de aprendizagem está em seu potencial máximo. A memória, percepção, raciocínio, que fazem parte da estrutura psíquica e capacitam para a formação de conhecimento e estão fluindo incansavelmente em um movimento a compreender conceitos e ideias para assimilação do mundo ao seu redor.  E toda esta ação se dá por meio de um recurso primitivo conhecido como IMITAÇÃO. Através da imitação é possível concretizar e armazenar o que observam.

Imitam para falar, imitam para andar, imitam para comer, vestir…

A imitação como apropriação do conhecimento vai tomando forma na aprendizagem ainda que inconscientemente. Por isto se a criança convive em um ambiente permeado por linguagem agressiva e ações agressivas, muito provavelmente ela repetirá este padrão de comportamento em diversos contextos, pois a internalização do que contempla tanto visualmente quanto verbalmente ganha força na aquisição da aprendizagem, portanto, ela passará a reproduzir ainda que de maneira involuntária. 

Somos contemporâneos de uma era além da informação; é a era do conhecimento expandido e detalhado, dos discursos muito convincentes de mestres na arte do educar, das pesquisas avançadas em neurociência disponibilizando respostas para adequação de comportamentos insatisfatórios. Contudo, ainda assim nunca se ouviu falar em tantas crianças e adolescentes indisciplinados e vulneráveis emocionalmente.

Bom, notamos que possivelmente diante de tantos discursos sobre educação perdeu-se um saber simples, porém eficaz que é o EXEMPLO. A criança compreende ordens e discursos, mas absorve e solidifica a aprendizagem, principalmente a moral, através do exemplo, pois este quando provenientes de figuras de autoridade (pais, educadores) produzem uma ação ativadora em diversas áreas cerebrais, proporcionando assim um significado mais abrangente.

Concluímos então que, Ser exemplo é desafiador, nos testa, nos questiona, somos o nosso próprio monitor, mas se estamos dispostos a assumir a responsabilidade da educação, FAZ-SE necessário nos reposicionarmos, como que olhando para um espelho, e com coragem indagar: Minhas atitudes condizem com minhas palavras?

O exemplo é ação potente, frutífera e não distante, só depende de nós.

Lembremos de uma frase eternizada: “Não se preocupe se seus filhos não te escutam, eles te observam” – Madre Tereza de Calcutá.

SE EDUQUE, PARA EDUCAR! SEJA O EXEMPLO PARA O QUE SE ESPERA ENCONTRAR!

Joildo Santos