Cristina Josefa|O descompasso gerado por nossas bruscas mudanças de direção

Somos seres inconstantes. Quantas vezes batemos no peito sobre um determinado assunto, com toda nossa certeza, dizendo “Eu jamais”  “Eu nunca”?

O tempo passa, o vento sopra e, de repente, estamos ali no mesmo cenário, onde toda aquela convicção é diluída e fica tão rasa que escorre por entre os dedos, rasurando o que foi dito e sendo redigida. Quem nunca?

Tudo no externo afeta e contribui para que a gente saia do trilho – às vezes, somos nós que permitimos para justificar a dispersão. Colocamos em risco a tão árdua e desafiadora estratégia que nós mesmos traçamos.

Há um trecho de uma música dos Racionais MC’s que diz: “Queria que Deus ouvisse a minha voz…”. Será que ele realmente não ouve? Ou será que ele espera a gente esfriar a frenética adrenalina que acontece dentro da gente – tipo São Paulo em horário de pico – para entrar em ação?

Não é que devemos ser estáticos, mas há certos compromissos que precisamos ir até o fim, em respeito a nós. Liste aí, quantas vezes você recuou,  estagnou, desacelerou…até desistir?

A nossa força em se manter no foco, a não se distrair na jornada vai nos levar aos melhores desfechos de decisões corretas que escolhemos, não é que não podemos mudar de direção mas, esse assunto em especial refere-se justamente àqueles que não devemos mudar!

A escada, às vezes, se torna longa porque,  a cada passo ‘equivocado’, recuamos duas casas.

Pense nisso, porque eu também vou pensar!

Joildo Santos