Cristina Josefa | Vivemos a Era do ‘Cárcere Público’

Até que ponto o que o outro pensa a seu respeito impacta em você?

Bem, fazendo um balanço constatei que, atualmente, o índice de impacto é baixo, mas não foi sempre assim. Os julgamentos, achismos, conclusões que o outro determina sobre “a nossa vida” já vieram como tempestade torrencial, que causam estragos e dor.

Meu cabelo, meu peso, minhas rugas, a ausência da maternidade, meu estilo, meu status, minha “atual” posição profissional, meu CEP, minha vida social, minhas escolhas – nem sempre tradicionais e conservadoras e …. blá, blá, blá!

Controle Remoto

Mas, que controle remoto é esse que o outro aponta pra você querendo definir o que é bom ou o que está ruim na forma como você leva a sua vida? Isso acontece com você? Digo: você sendo alvo ou o próprio controle?

É inacreditável, mas é automático – e chega a ser inconsciente – a forma de avaliação do outro E, acredite: é o comum, é um hábito, é o fácil.

Isso é realmente preocupante, porque cada “alfinetada” é uma ferida que se abre e cicatrizes demoram a sarar. Um cuidado e atenção nisso podem salvá-lo de um cárcere que não percebemos estar.

Liberdade de dentro

O bom é que, cada vez mais, as pessoas espalham aos quatro cantos a importância – e beleza -de ser o que somos e que cada qual no seu cada um é um bom caminho. Isso pode parecer isolamento, mas olhando com calma vemos que não é.

Isso significa liberdade. Uma liberdade há tanto tempo aprisionada por tantos e, que hoje, tem ganhado espaço dentro da gente e, consequentemente, fora também.

Aprendemos que Não também é resposta e que nem sempre é uma opção negativa, mas necessária; notamos que nos faz bem poder expor as nossas ideias – mesmo que essas não sejam a mesma da maioria; que quanto mais a nossa essência florescer, mais atrairemos os que de fato desejam ficar – e veremos os que decidem sair.

O preço que se paga pode parecer alto – às vezes – mas, vale o que se constrói!

Joildo Santos