Memórias – Paraisópolis https://paraisopolis.org seu portal de notícias Mon, 29 Dec 2025 16:12:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://paraisopolis.org/wp-content/uploads/2025/12/cropped-logo-pb-preto-32x32.png Memórias – Paraisópolis https://paraisopolis.org 32 32 Campo do Alemão https://paraisopolis.org/memorias/campo-do-alemao/ Mon, 29 Dec 2025 16:12:13 +0000 https://paraisopolis.org/?post_type=memoria&p=16165 Antônio Franco de Oliveira Preto, o Índio https://paraisopolis.org/memorias/antonio-franco-de-oliveira-preto-o-indio/ Mon, 29 Dec 2025 01:16:38 +0000 https://paraisopolis.org/?post_type=memoria&p=16124 “Meu nome é Antônio Franco de Oliveira Preto, mas aqui na comunidade sou conhecido como índio. Me chamam assim porque quando eu cheguei em Paraisópolis, em 1956, minha casa era de barro e era tudo mato por aqui, e como sou descendente de índio, o apelido ficou.

Nós viemos de Águas de Lindóia. Lá meu pai era charreteiro e fora da temporada de férias as condições eram fracas. Aqui meu pai trabalhou com jardinagem e também na construção da rampa do Cemitério do Morumbi.

Em Paraisópolis tinha muito mato e várias chácaras. Tinham alguns currais de vaca também. Trabalhei no sitio do ‘Paulo Cabral’, eu acordava quatro e meia da manhã pra tirar o leite da vaca e às seis horas colocava na carroça pra entregar no Brooklin, Santo Amaro e Chácara Santo Antônio.

Os únicos comércios que tinham aqui eram uns barzinhos de madeira. O supermercados eram no Morumbi e na Vila Sônia. A gente pegava o carrinho de mão pra trazer as compras porque pra entregar tinha que comprar mais quantidade pra compensar a gasolina.

O comércio aqui começou a melhorar em 1970, aí começaram a aparecer os mercadinhos do Louro e do Luis Caboclo, que era lá embaixo, e eram os únicos mercados que tinham aqui. A gente podia comprar fiado pra pagar de 15 em 15 dias.

Aos domingos, na parte da tarde, a gente ia caçar preá e servia como mistura. Nós usávamos estilingue para caçar. Eu e meu colega costumávamos ir tomar banho num lago que ficava onde hoje é o Supermercado Extra, lá era uma chácara de italianos e a gente tomava banho na lagoa que nós chamávamos de “Azuzinha”.

Nas festas de São João a gente fazia fogueira e assava batata doce e milho verde. Gostávamos de soltar fogos para comemorar. Era muito gostoso porque reunia a família e os amigos. Eu sinto muita saudade, como eu queria que aquelas coisas voltassem.

Era muito gostoso, mesmo com as dificuldades. A gente podia brincar até altas horas da noite. As crianças hoje não têm a infância que eu tinha naquele tempo, eles não sabem o que é subir num pé de fruta.”

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Anúncio de venda de lotes https://paraisopolis.org/memorias/anuncio-de-venda-de-lotes/ Mon, 29 Dec 2025 01:00:00 +0000 https://paraisopolis.org/?post_type=memoria&p=16121 Origem Histórica

O loteamento Paraisópolis surgiu em 1921, a partir da divisão da Fazenda do Morumbi em 2.200 lotes pela União Mútua Companhia Construtora, anunciado por Dr. Afonso de Oliveira Santos como um empreendimento de casas e terrenos a prestação para a classe média. Inicialmente destinado a residências de luxo no Morumbi, o terreno semi-rural com declives acentuados teve baixa ocupação formal, abrindo espaço para migrantes nordestinos a partir dos anos 1950.

O cartaz de 1919/1922 promove “Casas e Terrenos a Prestação” em Paraisópolis, com lotes a partir de Cr$ 1:00, financiados em até 100 meses, destacando localização estratégica entre Americanópolis e Campo Belo. Rua Afonso de Oliveira Santos, nomeada em homenagem ao loteador, permanece como marco na região.

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