Favelas do Rio e de São Paulo se preparam para receber turistas em 2014

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Favelas do Rio e de São Paulo se preparam para receber turistas em 2014

A realização da Copa do Mundo no Brasil tem estimulado muitas áreas de turismo no País. Para 2014, a União dos Moradores de Paraisópolis (UMP) planeja realizar um tour especial em uma das maiores favelas de São Paulo. Com o slogan “Visite a Cidade Paraíso” o objetivo do roteiro não é só mostrar o bairro para o visitante, mas fazê-lo participar e entender como é a vida dessa comunidade.
“O tour já acontece informalmente em Paraisópolis, mas esse projeto em especial deve despertar a curiosidade dos turistas”, afirma Gilson Rodrigues, presidente da UMP. “Vinte jovens passam por formação neste momento, aprendendo turismo, inglês e sobre a história do bairro”, ressalta.
Paraisópolis é referência em trabalhos sociais, e visitar essas atividades faz parte do passeio. O turista ainda pode escolher entre outras três opções: Visitar a Casa Gaudí, um castelo de pedras que lembra obras de Antônio Gaudí; conhecer as obras de artes de outro morador, que tem profissão de soldador e expõe suas esculturas numa oficina; ou visitar o morador João Poeta, que construiu toda sua casa com garrafas pet.
Pioneira na realização deste trabalho é a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Diferente de Paraisópolis, o passeio no Rio é realizado por mais de uma empresa e acontece há mais de 10 anos. Um dos que organizam o tour, Marcelo Armstrong, esclarece que a maior parte dos visitantes é estrangeira. “A alta temporada é entre os meses de janeiro a março. Recebemos, por mês, cerca de 600 a 1.300 pessoas, sendo 98% europeu”, diz.
O tour pela Rocinha é semelhante ao de São Paulo e o turista também tem a oportunidade de andar pelo bairro; conhecer os trabalhos sociais de Vila Canoas, outra favela da região; visitar a casa dos moradores e terminar o dia comendo um lanche em um dos bares do bairro. Além do inglês, o passeio ainda é feito em francês, espanhol e italiano.
Na Rocinha, parte da visita é conhecer o artesanato local, que é produzido pela própria comunidade e comercializado nos passeios. Semelhante a esse trabalho, Gilson fala sobre a ação “Paraisópolis: meu coração mora aqui”, que será a marca dos produtos feitos e comercializados durante o tour. “O passeio em Paraisópolis não é cobrado. A ideia é que os turistas comprem esses produtos para ajudar a comunidade. A frase representa o orgulho que os moradores e os voluntários sentem por participarem da vida do bairro”.
Serviço
Para agendar um tour ou colher mais informações, acesse:
Paraisópolis, São Paulo: www.paraisopolis.org
Rocinha e Vila Canoas, Rio de Janeiro: www.favelatour.com.br

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