Polícia Militar reduz efetivo em Paraisópolis, mas ainda mantém ao menos 180 em favela

Polícia Militar reduz efetivo em Paraisópolis, mas ainda mantém ao menos 180 em favela
da Folha Online
A Secretaria de Segurança Pública informou na manhã desta terça-feira que ao menos 180 policiais militares e cerca de 60 carros da corporação permanecem por tempo indeterminado na favela de Paraisópolis (zona sul de São Paulo), após os confrontos com moradores nesta segunda-feira (2). Uma manifestação contra a morte de um morador, suspeito de roubo, pela polícia se transformou em briga após a PM tentar intervir.
Durante a madrugada, o efetivo da PM (Polícia Militar) no local chegou a 230 homens. O motivo da redução do número de homens não foi informado. O Corpo de Bombeiros afirma que retirou equipes do local. Eles permaneceram durante a madrugada para eventuais incêndios.
Ontem, em protesto, moradores da favela, que fica perto de uma área nobre do bairro do Morumbi, queimaram carros e montaram barricadas incendiárias para impedir a ocupação policial.
Ao todo, nove pessoas pessoas detidas –entre elas três com menos de 18 anos. Eles foram levados para o 89º DP (Morumbi) e, após serem ouvidos durante três horas, foram liberados.
A permanência da PM no local se dá para que todos os envolvidos sejam presos no conflito. Até por volta das 8h40 de hoje não havia informações sobre detenções dos responsáveis pelo tumulto.
Vítimas
De acordo com a reportagem da Folha Online, ao menos três policiais ficaram feridos e um morador foi vítima de uma bala perdida na noite de ontem. O homem ferido é o fotógrafo Derval Olímpio da Silva, 44, que estava na varanda de sua casa esperando pelo filho de 15 anos quando foi atingido.
A PM e a Polícia Civil vão apurar se o tiro que atingiu Silva partiu de uma arma de um policial ou de participantes dos protestos.
Durante os confrontos, quatro policiais ficaram feridos, sendo três baleados e um atingido por uma pedra na cabeça, que foi atendido no local e liberado.
Durante toda a madrugada a PM declarou que deve percorrer hospitais e prontos-socorros na região em busca de mais civis feridos nos confrontos.
Dezenas de moradores com crianças esperam nos acessos da favela para poderem voltar a suas casas. No entanto, a PM pede que eles não se arrisquem em subir a favela.

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